sábado, 22 de junho de 2013

Enorme Objeto Esférico Sugando Energia do Sol

domingo, 2 de junho de 2013

Relembrando o Caso João Prestes Filho, 65 anos depois

Lavrador que sofreu o ataque fulminante de uma luz alienígena

Em 04 de março de 1946, uma segunda-feira, mais de um ano antes do início do que se convencionou chamar de Era Moderna dos Discos Voadores, na pequena cidade de Araçariguama, distante cerca de 70 km da capital paulista, 13 km de São Roque e 20 km de Santana de Parnaíba, ocorreu um dos casos mais fantásticos, intrigantes e polêmicos da Ufologia em todos os tempos. O mundo ainda se refazia dos estragos causados pela Segunda Guerra Mundial - a mais destrutiva da história, que culminou com a explosão de duas bombas atômicas, arma até então desconhecida - quando o lavrador João Prestes Filho, 44 anos, sofreu o ataque de uma luz misteriosa e mortal. Não soube precisar de onde esta provinha e acabou morrendo em menos de nove horas, dentro de um quadro de horror dantesco que lembrava o das vítimas de Hiroshima e Nagasaki.

Na época, a cidade não dispunha de luz elétrica, telefone ou rede sanitária. Havia apenas um aparelho de rádio entre os habitantes e as pessoas se amontoavam em volta dele para acompanhar os jogos do campeonato paulista de futebol e ouvir as notícias do dia-a-dia. No campo não se usava arado, só enxada e enxadão. No incipiente comércio local havia apenas poucas mercadorias à venda, todos produtos vindos de fora, tais como roupas, latas de sardinha, mortadela, sal e querosene. Os produtos do lugar eram bem poucos, em geral gêneros como feijão, arroz e batata. Todos se conheciam nas ruas e nos caminhos da tranqüila Araçariguama.

Qualquer coisa - desde a compra de uma garrafa de leite à entrega de uma carta - era um fato importante e inesquecível na vida dos pacatos habitantes. O que dizer então de um acontecimento como o do humilde agricultor João Prestes? Tanto que, mais de meio século depois, ainda encontramos durante a investigação a seguir com testemunhas vivas que se recordavam perfeitamente do caso. Assim, com o propósito de resgatar um dos maiores clássicos da Ufologia Mundial, dirigimo-nos à cidade em 1998 para pesquisar os fatos. Antes fizemos uma parada em São Roque, onde nos hospedamos no Hotel Minas Gerais, um dos piores das redondezas.

O desconforto, porém, foi compensador, pois na manhã seguinte encontramos em meio a uma pilha de jornais velhos um exemplar de O Democrata, de 12 de abril de 1997, que trazia em sua seção de falecimentos uma notícia que, apesar de triste, forneceu fortes e decisivas pistas que nos levariam às testemunhas do caso. Dizia a notícia: "Faleceu no dia 06 de abril passado, em sua residência nesta cidade, o senhor Roque Prestes, membro de tradicional família da comunidade, como também soldado constitucionalista da Revolução de 1932. O saudoso extinto contava 91 anos de idade, era viúvo de Inilde Veronezzi Prestes e deixa os filhos João Sérgio, Therezinha, Maria Aparecida, Luiz Prestes, José Carlos, Roque Prestes Filho, Benedito Santana e Ana Maria Prestes. Era irmão de Lázaro João Prestes (falecido), João Prestes (falecido) e dona Benedita Maria Prestes e Laudelina Prestes (falecida). Deixa netos, bisnetos e tataranetos, sobrinhos e parentes..." Era de fato uma família numerosa e conhecida na região.


Localizando familiares

A notícia nos mostrou que Roque Prestes, o falecido, era sem dúvida o irmão do 'homem queimado pela estranha luz', conforme João Prestes ficou conhecido na cidade. Lamentamos ter chegado um pouco tarde e perdido a chance de consultar tão valiosa fonte histórica. Sem desanimar, no entanto, concentramo-nos nos nomes acima e conseguimos obter o telefone de Luiz Carlos, filho de Roque. Este, por sua vez, indicou-nos o nome de Vergílio Francisco Alves, irmão de leite de Roque e primo de João, que se revelaria uma fonte tão boa quanto o falecido. O próprio Luiz Carlos, a quem entrevistamos por último, concedeu-nos um proveitoso depoimento. Ambos residiam em São Roque.

Ao chegarmos à casa de Vergílio, sua filha nos informou que naquele momento ele se encontrava capinando o terreno do outro lado da rua, onde, sozinho, cultivava cana-de-açúcar, laranja, mexerica e banana. Gentilmente ele interrompeu o seu trabalho e veio nos atender. Vimos logo que estávamos diante de um senhor idoso, mas bastante forte, ativo e lúcido. Acomodados na sala de visitas, dispomo-nos a ouvir as histórias que ele mesmo viveu e presenciou, entre elas a de seu primo. Nos contou que, na semana do Carnaval daquele ano, João decidiu pescar. Avisou sua mulher Silvina Nunes Prestes e consentiu que ela fosse brincar o Carnaval com os filhos. Pegou a charrete, deslocando-se do bairro de Água Podre, onde morava, até as margens do Rio Tietê, a uns dois quilômetros de distância, que na época tinha muitos peixes. Quando voltou, encontrou a casa vazia, pois todos ainda estavam fora. Pôs a charrete e o cavalo no curral e entrou. Tomou um banho e trocou de roupa. "De repente, um raio amarelado 'alumiou' toda a casa, e João sentiu na hora o corpo queimado. Quis tirar a tramela da porta mas não conseguiu, tendo de abri-la com a boca. Saiu descalço e correu vários quilômetros a pé", contou Vergílio.

Chegando a Araçariguama, João teria procurado sua irmã Maria e, desesperado, pediu sua ajuda, jogando-se na cama. O delegado Malaquias acorreu de imediato, perguntando a João o que havia ocorrido. Este respondeu que o que o atingira "...não era nada deste mundo, e sim uma coisa invisível". Aí começou a trovejar e chover na região. Malaquias levou-o então para o hospital de Santana de Parnaíba e chamou Roque, que tinha um armazém em Araçariguama. Mas João acabou morrendo.

Vergílio ainda lembrou-se que João estava falando com Malaquias, mas logo as forças o abandonaram de uma vez e ele não falou mais nada. Naquele tempo a estrada era muito ruim e o carro encalhava na terra. A polícia técnica de São Paulo apurou que se fosse um raio o causador daquilo, teria de estar tudo queimado na casa, mas nada havia sido atingido. "João era branco e a pele dele ficou avermelhada, torrada. As mãos e o rosto queimaram-se mais. O rosto assou. Já o cabelo não queimou, assim como a roupa. Só podia ser mesmo uma coisa invisível que o queimou daquele jeito, por dentro", desabafou Vergílio, ainda completando que a vítima repetia que não era para culpar ninguém pelo fato porque aquilo"não era coisa deste mundo".

Vergílio acrescentou, ainda, detalhes desconhecidos da vida pregressa de João Prestes, relacionados aos fenômenos luminosos que há décadas assolam a região, dos quais parece ter sido vítima. De acordo com ele, João foi certa vez atacado pelo Boitatá em sua juventude, quando era tropeiro e morava junto com o pai. Numa tarde, foi tocar o gado num morro alto e viu uma bola caindo. Perto do portão de uma capela, onde havia uma cruz, sentiu a bola passando ao lado, quase que o atingindo.

Segundo contou, lá costumava aparecer muitas bolas de fogo, em grupos de até 12 delas. As bolas eram avermelhadas, do tamanho da Lua cheia e comumente chamadas de Boitatá. Às vezes, várias delas caíam e explodiam, soltando fogo para cima. "Eu nunca vi isso de tão perto assim. Quem contava essas histórias era o João. Por isso o povo chegou a comentar que era o fogo do Boitatá que o matou", acrescentou Vergílio, que garantiu só ter visto a tal bola de luz ao longe, uma vez, quando vinha de um sítio de Araçariguama e a bola passou por uma montanha, intensamente iluminada. 



Uma bola de luz que mata sem piedade

Em várias regiões rurais do Brasil há uma expressão que designa uma luz que se alonga, tomando a forma de um lagarto ou dragão - trata-se do Lagartão, que também foi observada pelo senhor Vergílio. "O bicho saía do Morro do Saboão sempre na boca da noite. Às vezes saía da mina de ouro de Araçariguama e ia para o morro. Já a Mãe d'Ouro é diferente do Boitatá, parecendo mesmo um lagarto. Anda devagar e em linha reta, sem fazer barulho algum".

A mina de ouro, situada a menos de 100 m da rodovia Castelo Branco, na localidade de Morro Velho, é apontada como um dos principais focos das aparições de objetos não identificados e foi fundada pelo general canadense George Raston em 1926, atingindo o auge nas décadas de 20 e 30. Em 1936, chegou a produzir 32 kg de ouro, desempenho que lhe valeu o título de principal veio aurífero do Estado. No final dos anos 30, entretanto, foi fechada.

Rumamos em seguida para Araçariguama, no único ônibus que liga a cidade a São Roque. O tráfego ainda era feito na maior parte por uma poeirenta estrada de terra. Lá, Fabiana Matias de Oliveira, acessora de imprensa do então prefeito Moysés de Andrade, indicou-nos seu tio, Hermes da Fonseca, nascido em 1927, por ser um velho conhecedor da história e do folclore locais. Aliás, seu pai escolheu este nome porque era justamente um hermista [Um correligionário do 8º presidente da República do Brasil, de 1910 a 1914]. Nós o encontramos fazendo alguns pequenos serviços num campo de futebol atrás da prefeitura, sentamos nos bancos ali mesmo e passamos a ouvi-lo descrever suas experiências atentamente.

"Eu conheci João Prestes, seus irmãos Lázaro e Roque e o resto de sua família quando me mudei para cá, em 1945. O João tinha voltado de uma pescaria na tarde em que tudo aconteceu e foi queimado ao chegar em sua casa, que ficava onde hoje é uma loja de ração", lembrou-se o senhor Hermes. Segundo nos contou, levaram a vítima de charrete até Araçariguama, onde faleceu. "Lembro até que passaram em frente à padaria Ema. Eu não cheguei a ver, mas soube que ele recebeu umas queimaduras muito fortes e que ninguém conseguiu identificar a causa", completou.

Tal como Vergílio, Hermes revelou-nos inúmeros casos envolvendo a aparição de luzes estranhas na região. "Por volta de 1947, o Emiliano Prestes, irmão de João, viu em Ibaté, atrás do cemitério, o Boitatá. Eram dois fogos que iam, vinham e batiam um no outro", disse-nos. Tais fogos se aproximaram dele e começaram a rodeá-lo, e seu pavor fez com que se ajoelhasse e rezasse. "Aí aquela coisa foi aos poucos se afastando. Até hoje muita gente ainda vê estas luzes no Ibaté", finalizou. Cerca de dois anos e meio antes, por exemplo, novo acontecimento do gênero havia se dado com o senhor Gilmar Gouveia, que viu uma luz soltando raios alaranjados em volta de alguns animais. As ocorrências abundavam.

Ufólogos nos anos 70 chegaram a teorizar sobre alguma fonte de energia térmica intensa e sem chama, de curta duração. Ilustração


Fenômeno aterrador

Gomide não forneceu detalhes sobre as circunstâncias em que a vítima recobrara os sentidos, mas esclareceu que em seguida Prestes andou dois quilômetros a pé até a casa de parentes em Araçariguama, e que lá chegara exatamente com as mesmas roupas que vestia quando foi atingido pela tal claridade - calça com as barras arregaçadas até as canelas e uma camiseta de meia manga com botões desabotoados no peito.

A visita de Gomide à vítima ocorrera cerca de duas horas após o incidente. Prestes encontrava-se literalmente cozinhando, como se tivesse sido escaldado em água fervendo, com suas carnes desprendendo dos ossos. O enfermeiro e amigo fez questão de frisar a este autor que tratava os ferimentos como queimaduras por não ter um termo melhor para designar tal fenômeno. Nada estava chamuscado por fogo, nem os cabelos, nem pêlos e nem as roupas. Gomide cheirou a vítima, mas não percebeu o menor sinal de queimadura ou combustível, como querosene ou álcool. A vítima também não encontrava-se alcoolizada, mas lúcida e declarando não sentir dor alguma.

A claridade que atingira Prestes, segundo suas próprias declarações, em plena lucidez e antes de falecer, viera de fora da casa e envolveu seu corpo, e não de dentro da casa. Morreu às 03h00, cerca de nove horas depois da ocorrência [A certidão de óbito registra que a morte teria ocorrido às 22h00], e foi transportado de caminhão até Santana de Parnaíba, onde deu entrada no hospital. Durante a conversa que Gomide teve com a vítima, esta encontrava-se deitada de costas na cama. O enfermeiro achava que Prestes fora queimado por uma "bola de fogo misteriosa", cuja ocorrência já vinha sendo observada em Araçariguama há tempos e que continuava se manifestando. A casa de Prestes ficava exatamente dentro da rota do tal fenômeno, que se iniciava no local chamado Alto do Cotiano.

Grossmann e Braga concluíram que a vítima não fora queimada por chama oriunda de combustíveis convencionais (querosene, gasolina, lenha, carbureto), nem por líquido muito quente (água fervente, sopas entornadas ou jogadas por agressão). Eles chegaram a teorizar, em seu relatório à APEX, que a origem dos ferimentos de Prestes poderia estar associada à alguma "...fonte de energia térmica intensa, sem chama, incidindo diretamente sobre a vítima e provavelmente de curta duração, pois seu efeito foi detido".

Um caso que chamou a atenção de todo o mundo

Em seu artigo, a dupla chega a associar os efeitos de tal fonte de energia com a liberada por uma bomba atômica, tamanha é a semelhança. "Fora do epicentro da bomba, onde tudo é destruído, os danos pessoais consistem em queimaduras causadas por uma terrível onda de calor. Este agente físico, entretanto, muitas vezes é detido por um simples tapume, o qual queima-se em sua face voltada ao epicentro e preserva o que estiver do outro lado".

Durante sua viagem ao Brasil, em abril de 1980, o astrofísico e ufólogo francês Jacques Vallée decidiu dar prioridade máxima aos casos em que o contato com o Fenômeno UFO resultou em ferimentos e até mortes de seres humanos - tal como o famoso Caso Máscaras de Chumbo [Ocorrido em 20 de agosto de 1966 e investigado pelo co-editor da Revista UFO Claudeir Covo], que ele pesquisou indo ao próprio local, no Morro do Vintém, em Niterói (RJ). Vallée alarmou-se ao constatar que a lista de vítimas de UFOs, no Brasil, era maior do que se poderia pensar, examinando a extensa literatura ufológica existente. Além desta lista aumentar a cada dia, o primeiro nome da relação era justamente o de João Prestes.

Na versão de Vallée, Prestes e um amigo, Salvador dos Santos, voltavam de uma pescaria. Quando chegaram ao povoado onde moravam, despediram-se e cada qual seguiu seu caminho. Uma hora depois, às 20h00, Prestes apareceu na casa da irmã, contando que um facho de luz o atingira quando aproximava-se da porta da frente de sua casa. Ficou tonto e não conseguia enxergar, caindo no chão sem perder a consciência. Conseguiu erguer-se e chegar até a casa da irmã. Na mesma noite, o estado de Prestes piorara e suas carnes literalmente desprendiam-se do corpo, como se tivessem sido cozidas em água fervendo.

Prestes não sentia dores, mas ficou compreensivelmente aterrorizado. Em pouco tempo, não conseguia mais falar, quando então os vizinhos o colocaram em uma carroça e o levaram ao hospital, mas ele morreu no caminho. Vallée ainda apresenta Prestes em seus livros como tendo mantido a consciência até o último momento. Quando o corpo foi trazido de volta, parecia-se com um cadáver decomposto.

Em seu livro Confrontos, o renomado ufólogo pondera: "Poderia Prestes ter sido atingido por um raio? De acordo com um pesquisador brasileiro, Felipe Machado Carrion, depois de entrevistar Salvador dos Santos, que ainda vivia, o tempo estava claro e não apresentava condições para tempestades com raios. Não conseguimos localizar o povoado nem as testemunhas, e como o caso aconteceu há mais de quarenta anos, dificilmente alguém poderia confirmá-lo", finalizou Vallée.

As investigações de Carrion (o primeiro ufólogo a escrever sobre o caso, em dezembro de 1971), Berezovsky, Wirz, Ferraz, Grossmann, Braga, Vallée e, por fim, as nossas, infelizmente, realizaram-se muitas décadas após o ocorrido. Muitos detalhes já estavam então irremediavelmente perdidos. Independente disso, fatores subjetivos e pessoais concorreram para distorcer os relatos, daí a disparidade entre eles, colhidos com distância superior a 20 anos. Cada qual reflete uma face da verdade sobre o caso, mas nenhum a espelha por completo.

Hipótese de radiação

No clássico filme Roshomon, dirigido por Akira Kurosawa em 1950, vimos como um mesmo fato pode ser encarado de formas diferentes. No Japão medieval, um homem violenta uma mulher na entrada de uma floresta e quatro pessoas testemunham o crime. Mais tarde, cada uma delas (e até um fantasma) conta a sua própria versão. A Teoria da Relatividade já mostrou que a realidade é diferente para diferentes observadores. A física quântica demonstra que o observador modifica o fato observado ao interagir com ele. Assim, é normal que as versões em torno do caso tenham se diversificado, se enriquecido e se tornado mais complexas com o passar do tempo.

Contudo, cumpre asseverar que nos relatos colhidos por nós, assim como nos que foram anteriormente, há mais pontos coincidentes do que variações - e nenhum deixa de manifestar estranheza diante das circunstâncias que envolveram a morte de João Prestes. O que destoa é a versão, um tanto exagerada, de que suas carnes se desprendiam do corpo. Ela deve ter se originado de notícias sensacionalistas dando conta de que João 'derreteu', o que tampouco se confirma. Vergílio nos disse com convicção que "...a carne dele não estava se soltando. A pele estava pipocada como a de um porco sapecado com fogo".

Embora as expressões disco voador ou UFO não tenham nunca sido mencionada pelas testemunhas, os ufólogos, desde que tomaram conhecimento do caso, ficaram convictos de que o raio de luz que atingiu João Prestes era proveniente de um. Surgiram então duas correntes de pensamento: a que defendia a hipótese do raio ter sido atirado propositadamente e a que apontava um acidente no manuseio das freqüências de radiação produzida pelo equipamento dessas naves. 
CRÉDITO: VIDEOHIVE
Casos envolvendo raios de fogo ou de luz não são raros na Ufologia. Ilustração
Casos envolvendo raios de fogo ou de luz não são raros na Ufologia. Ilustração
 De qualquer forma, a hipótese de uma morte convencional, decorrente de queimadura por lampião ou querosene, nunca foi aceita. Berezovsky, por exemplo, explicava que morte por queimadura se dá em conseqüência da gravidade de 3º grau que cubra pelo menos 50% do corpo, ou choque hipovolêmico (baixo volume de sangue). A vítima morre imediatamente ou sobrevive por alguns dias, até que seus rins sejam afetados e venha a morte. Convém lembrar que a certidão de óbito de Prestes registra que as queimaduras eram de Iº e 2º graus. Cabe lembrar ainda que há uma série de casos semelhantes na casuística ufológica, com destaque para o de Forte Itaipu, ocorrido em novembro de 1957, na Praia Grande, município de São Vicente (SP), em que todos os sistemas elétricos deixaram de funcionar, submetendo a base a uma grande escuridão. Ao mesmo tempo, duas sentinelas que cumpriam guarda no alto dos muros da fortaleza sofreram graves queimaduras quando um objeto circular se aproximou e projetou uma luz alaranjada sobre ambos.

Casos de ataques por ETs ocorrem em todo o mundo

Este fato foi confirmado e apresentado em detalhes no livro A Verdade Sobre os Discos Voadores, do ufólogo Donald E. Keyhoe. O intrigante é que as fardas dos soldados permaneceram intactas, tal como as roupas de João Prestes. Dentre outros casos notórios também estão o do chefe de escoteiros Sonny Desverges, que se deu na Flórida em agosto de 1952 e foi publicado por Auriphebo Berrance Simões em seu livro Os Discos Voadores: Fantasia ou Realidade. Outro incidente interessante foi o ocorrido com o jato Starfire F-94, da Força Aérea dos EUA, em Nova York, em junho de 1954.

Rene Gilham, da Comunidade de Merom de Indiana, também nos EUA, passou por experiências traumáticas em novembro de 1957, segundo notícia publicada no Diário Popular em 1967, sob o título "Luz de Oani queima como acetileno". Há também o caso dos paióis de munição do Exército Brasileiro, que aconteceu na cidade de Deodoro (RJ), em agosto de 1958 e foi divulgado por Fernando Cleto Nunes Pereira em seu livro Que Ciência Constrói os Discos Voadores? O mecânico industrial canadense Stephen Michalak também foi vítima de queimaduras causadas por UFOs em Falcon Lake, Manitoba, em maio de 1967, segundo pesquisou Yurko Bondarchuk, que publicou o caso em sua obra UFOs: Observações, Aterrissagens e Sequestros. Outros casos intrigantes são o de Gregory Wells, ocorrido no estado de Ohio, também nos EUA, em março de 1968, e o do chofer de caminhão Eddie Doyle Webb, que se deu no sudoeste do Missouri, em outubro de 1973, e foi divulgado pela agência United Press.

O caso de João Prestes, como a maioria dos que compõem a casuística ufológica mais extrema, é invariavelmente apontado como sendo fantástico. Mas onde está o fantástico? Em todo lugar e em nenhum lugar ao mesmo tempo. Vê-lo depende do ângulo de observação do espectador, do leitor. O fantástico existe sempre, mas somente para o olhar humano e com relação a ele. A natureza, antes da presença e da intervenção do homem, não era em nada fantástica. Ela é, simplesmente. Não seria o paradoxo do próprio homem ser capaz de fazer surgir o fantástico (natureza versus cultura versus sociedade), talvez por defasagem entre o dado e o sonhado, ou ainda - e possivelmente mais - por defasagem entre o dado e o construído? Talvez isso explique melhor uma aberração como o Caso Prestes.

Assista abaixo o episódio do programa Linha Direta Justiça da Rede Globo que abordou outro indecifrável fato, ocorrido em agosto de 1966, conhecido como o Caso Máscaras de Chumbo. Está dividido em cinco partes, acessíveis a partir desta:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dois aviões e um UFO em pleno ar


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

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15 anos a turística cidade argentina de San Carlos de Bariloche recebeu visitantes um pouco diferentes daqueles com os quais está acostumada. O município de pouco mais de 130 mil habitantes, famoso por ser o destino favorito para amantes dos esportes da neve e estudantes em ano de graduação, viveu na noite de 31 de julho de 1995 um episódio muito significativo da casuística ufológica do país vizinho, combinando diversos aspectos que tornam seu estudo fascinante. Para este caso em particular os pesquisadores puderam contar com documentos oficiais provenientes de órgãos civis e militares que corroboram a veracidade dos fatos registrados naquela noite, descartando a possibilidade de uma interpretação equivocada por parte das testemunhas e investigadores. Além dos documentos, os próprios observadores do fenômeno, suas qualificações profissionais e sua distribuição geográfica pela área aumentam ainda mais a credibilidade do evento ufológico.

A pesquisa inicial e a incansável busca pelos documentos junto às instituições civis e militares na Argentina se devem ao trabalho do pesquisador e fundador do Centro Argentino para la Investigación y Refutación de la Pseudociencia [Centro Argentino de Pesquisa e Refutação da Pseudociência, CAIRP], Heriberto Janosch. Este texto tenta oferecer ao leitor uma visão dos fatos sob a óptica das testemunhas e à medida que os fatos ocorreram. Os depoimentos considerados
são os do comandante Jorge Polanco, piloto do Boeing 727 da companhia Aerolíneas Argentinas, do suboficial principal Daniel García, que desempenhava o papel de oficial de operações do Aeroporto Internacional de Bariloche, para onde se dirigia a aeronave, do suboficial auxiliar Ramón Blanco, que estava na torre como controlador de tráfego aéreo naquela noite, e do suboficial principal Nicolás Araya, que também estava presente como observador meteorológico.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os gigantes vermelhos






A noite de 22 de junho de 1976 foi espetacular para várias testemunhas de um evento no arquipélago das Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico. Um documento liberado pelo Exército do Ar espanhol [Equivalente à Aeronáutica Brasileira], em outubro de 1993, com o número 760.622 e mais de 100 páginas, descreve os vários eventos anômalos sobre Gáldar, que se sucederam desde às 21h30. De diversos pontos das ilhas se pôde observar uma luz estranha seguida de muito brilho, sempre alternando sua intensidade. Aquilo surgiu primeiro ao sul de Fuerteventura e se deslocou para o norte de Gran Canária e Tenerife a uma velocidade de quase 3.000 km/h. O capitão da embarcação Corveta Atrevida, da Marinha, preparou um relatório secreto sobre o fato, que observou de sua posição, Punta Lantailla:

“Às 21h27 vimos uma luz amarelo-azulada intensa deslocando-se desde a costa até a nossa posição. Primeiramente pensamos que se tratasse de um avião com as luzes de aterrissagem acesas. Então, quando a luz alcançou certa altitude, ficou parada por dois minutos, girando suas p
rojeções luminosas e impedindo-nos de ver o foco de origem. Logo apareceu um intenso halo de cor amarelo-azulada, que permaneceu na mesma posição por 40 minutos e depois desapareceu. Dois minutos depois, o halo se dividiu em duas partes, de uma das quais, a menor, surgiu uma ‘nuvem azul’ que depois desintegrou-se. Já a parte maior começou a subir rapidamente e em forma de espiral, mas de uma forma desalinhada, até desaparecer. Aquilo manteve sempre sua posição e iluminou parte da terra e do mar, o que nos faz supor que não foi um fenômeno distante, e sim próximo”.

Vários pesquisadores apontaram, posteriormente, que a aparição estaria associada a disparos secretos de mísseis norte-americanos do tipo Poseidon, a partir de submarinos atômicos que estariam situados perto das ilhas. Entretanto, de acordo com a ufóloga Asunción Sarais, alguns catálogos divulgados pelo astrofísico Jonathan MacDowell indicam que naquele dia realmente houve disparos de Poseidon, mas a mais de 6 mil quilômetros de distância, perto de Cabo Canaveral e fora do alcance das Canárias. Além disso, no relatório confidencial do então chefe do espaço aéreo das ilhas, o objeto não pôde ser detectado por radares e “não foi possível determinar sua origem ou natureza para que julguemos ser um fenômeno aéreo identificado ou anômalo”. Segundo Luís Javier Velasco, outro ufólogo da região, também se descartaram hipóteses como a queda de meteoritos ou de restos de satélites. “E é pouco provável que se tratem de mísseis balísticos, por serem tão pequenos e cuja missão é chegar ao alvo o mais rápido possível, procurando ser indetectáveis. De que adianta um submarino nuclear numa suposta missão secreta, se com apenas um míssil já se detecta sua presença em todo arquipélago?”, questionou Velasco.

Os gigantes vermelhos

Naquela mesma noite, três homens viajavam de táxi por uma sinuosa e escura estrada da Aldeia das Rosas, em Gáldar, quando tiveram uma experiência. No carro estavam o médico Francisco Julio Padrón, seu vizinho Dámaso Díaz Mendoza e o motorista Francisco Estévez García. Padrón, que agora vive em Madri, recentemente descreveu o que houve. Disse que o grupo ia pela estrada, na parte mais alta da montanha, quando todos viram uma esfera de mais ou menos 20 m de diâmetro flutuando a menos de um metro de altura. O curioso é que era transparente, porque conseguiam ver as estrelas por detrás do objeto. “Eu disse ao motorista para parar o carro e começamos a observar tudo o que acontecia no interior daquela coisa”.

Padrón descreveu que, de repente, começaram a sair duas colunas de dentro da esfera. Uma se enchia de um líquido ou gás vermelho, que parecia que fervia e atravessava todo o diâmetro do objeto. Depois saiu uma coluna menor, mas agora com um líquido amarelado, fraco, enchendo-a somente pela metade. Mas observou mais detalhes que estavam dentro da esfera transparente. “Percebi umas lâminas prateadas, longas e divididas em três partes, que pareciam mesas de comando. Tenho certeza de que eram três: duas situadas uma ao lado da outra e uma terceira ao centro. Vi também que entre as colunas haviam duas figuras humanas, de uns 2 m cada, com escafandros vermelhos. Não pude observar bem seus rostos, mas parecia que calçavam luvas”.

Depois de alguns instantes, quando se ausentaram e voltaram ao local, o objeto sofreu uma estranha metamorfose, crescendo como uma bolha de sabão até alcançar a altura de um edifício de mais ou menos 17 andares. Ao mesmo tempo em que crescia, a esfera transparente se elevava mais e mais, partindo rumo a Tenerife. A 6 km de distância, outro taxista presenciou o vôo de um objeto esférico muito luminoso.

Seres humanóides

Dois dias após o incidente, o médico Francisco Padrón recebeu uma visita incomum do tenente-coronel Antonio Munaíz Ferro Sastre, controlador do espaço aéreo da Ilhas Canárias, que lhe interrogou sobre o que tinha visto. O militar então o proibiu de falar sobre o assunto publicamente. Padrón teve que comparecer às instalações do Exército do Ar, em Las Palmas. Numa sala de espera, encontrou dois pilotos que também tiveram que depor sobre suas experiências.

Para o investigador e jornalista canário José Gregorio Gonzalez, o Caso Gáldar é um dos mais importantes da Ufologia Espanhola, pois pela primeira vez foram vistos humanóides como parte de um fenômeno múltiplo, e a uma distância pequena das testemunhas. As entrevistas realizadas com diversas pessoas que vivem na área de Rosas confirmam o avistamento, levando a desconsiderar por completo a hipótese de um míssil lançado por um submarino nuclear. É possível que, na mesma noite em que o médico viu os seres, outro UFO tenha aparecido há menos de 2 km de distância, em Piso Firme, numa plantação de cebolas de propriedade de José Gil Gonzalez. O objeto queimou parte do campo. “Era um objeto de três pernas se aproximando, que parecia ser um silo de cimento, destes que se armazenam sementes, uma coisa muito grande com uma luz alaranjada”, contou o agricultor.

Também entre 22h00 e 22h30, em um casamento em Boca Barranco se observou uma luz no céu deixando para trás um rastro azulado. A polícia da localidade avistou um objeto cruzando o firmamento e indo para Tenerife. Na mesma hora, jornalistas correspondentes do jornal El Dia em Granadilla e Tacoronte observavam um fenômeno sobre Las Palmas. Eram brilhos que pareciam com explosões vulcânicas. Os tripulantes do barco Villa de Agaete, procedente de Gran Canária, avistaram um fenômeno idêntico, acrescentando que parecia ser um objeto esférico. À medida que subia, seu diâmetro crescia, mas logo desapareceu.

Ainda em 22 de julho de 1976, o comandante Javier Vadolato voava entre Lanzarote e Tenerife, naquela região do globo, quando pôde observar abaixo de seu avião uma enorme esfera saindo do mar. Seu testemunho, entretanto ficou desconhecido do público por anos a fio. Alguns meses depois das aparições de 22 de junho de 1976, em 19 de novembro, o médico Francisco Padrón, juntamente com outras pessoas, observou outro UFO perto de um precipício. Foi um objeto luminoso que saiu do mar e que media entre 60 e 70 m. O fenômeno também foi observado por várias testemunhas. Em pleno ar, diversas tripulações de várias companhias aéreas e uma aeronave do Exército do Ar espanhol também avistaram objetos voadores não identificados. Em uma das aeronaves estava o comandante Carlos Dol do Espelho, que fez um relatório sobre o avistamento, descrevendo
o UFO como uma esfera luminosa.





sábado, 28 de agosto de 2010

Homem acorda em alto de pedra



Fato estranhíssimo publicado em 08/11/08 por A Gazeta, e que certamente cairá no limbo da navalha de Ockam:

Um mistério está intrigando os moradores da localidade de Córrego Bananalzinho, na área rural do município de Rio Bananal. O pedreiro Odair José Berti, de 35 anos, não sabe como foi parar em uma pedra de cerca de 300 metros de altura, onde permaneceu por cerca de 17 horas. Ele foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em uma operação arriscada, que durou 12 horas, e terminou na madrugada de ontem.

Mesmo para
os experientes bombeiros que estiveram no local, como os sargentos José Ailton e Caldeira, o fato não tem uma explicação lógica. Segundo eles, o acesso ao topo da pedra é extremamente difícil, até mesmo com o uso de equipamentos.

Os moradores da região asseguram que seria praticamente impossível subir na pedra sem recursos técnicos para fazer a escalada. "Só Deus sabe como ele foi parar lá", comentou o motoboy Claudecir Berti, sobrinho do pedreiro.

O próprio Odair estava assustado com a situação. Ele reside no município de Colatina e decidiu passear na casa de um irmão, que reside em Córrego Bananalzinho, onde chegou na tarde de quarta-feira. Como estava muito cansado, conforme contou para familiares, ele dormiu cedo. No dia seguinte, quando acordou, ainda de acordo com seu relato, tomou o maior susto ao perceber que estava no alto de uma pedra. Desesperado, começou a gritar acenando com a camisa, até que um morador da região o viu.

Quando foi resgatado o pedreiro estava usando bermuda, camisa e chinelo e, segundo os bombeiros, não tinha nenhum arranhão no corpo. Aparentava, entretanto, estado de saúde debilitado, pois estava com sede e fome. Ele foi atendido no posto médico local e depois liberado.

A operação de resgate envolveu uma equipe de quatro bombeiros. Eles foram acionados por volta das 13h40. Quando perceberam a gravidade da situação, já no final da tarde, cogitaram usar o helicóptero do governo do Estado. Entretanto, como a aeronave não opera durante a noite, decidiram escalar a pedra usando técnicas de rapel. Com a ajuda de moradores da região, levaram mais de uma hora para chegar até o ponto mais adequado à escalada. A operação terminou por volta de uma hora. Na descida, dois bombeiros se perderam e só conseguiram sair da área com ajuda dos moradores. Na escalada, o sargento José Ailton sofreu vários ferimentos nos pés.

Familiares do pedreiro asseguraram que ele não tem problemas mentais. Odair é separado da mulher e reside com a mãe.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

UFOs/Ovnis na Bíblia




Povos antigos já registravam seus avistamentos. Para muitos não passam de manifestações divinas, para outros está claro que a verdade não é essa. Confira!

Gênesis 6:1,2
1- E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas.
2- Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de tidas as que escolheram.

II Reis 2: 1,11
1- Sucedeu que, quando o senhor estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gigal com Eliseu.
11- E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

Ezequiel 1:14,15,16,17,18,19,20
14- E os seres viventes corriam, e voltavam, á semelhança de um clarão de relâmpago.
15- E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos quatro rostos
16- O aspecto das rodas, e a obra delas, era como a cor de berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17- Andando elas, andavam pelos seus quatro lados; não se viravam quando andavam.
18- E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19- E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevam-se também as rodas.
20- Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
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